segunda-feira, 20 de março de 2017
A TRAJETÓRIA!
Continuando a história.
Depois que meu pai faleceu que a gente mudou para um lugar mais perto da escola para os meninos estudarem, era uma casinha de sape no meio do banhado pra gente poder morar lá eu tive que canalizar a água de dentro de casa com bambu este sitio era de um fazendeiro a gente foi morar lá para trabalhar na fazenda dava uns 4 km de casa até a fazenda ,mas em vista de onde a gente morava era perto da escola.
Então os meninos começaram a estudar o meu irmão mais velho sai da escola e ia pra roça, mas ele não trabalhava ele ia para vistoriar se eu estava trabalhando bem ou não, além do patrão ser um carrasco que não deixava a gente parar nem um pouquinho para tomar um fôlego tinha meu irmão também ,logo ele parou de estudar e ficou só o meu irmão do meio estudando.
Mas ai minha mãe e ele puseram meu irmão do meio para trabalhar também, coitadinho saia da escola correndo de medo de chegar atrasado e apanhar e mesmo assim apanhava,coitadinho era tão magrinho que o apelido dele era gordo, dali pra frente ele também começou a ser escravizado.
O patrão ainda até tinha razão em dizer que o dinheiro dele era verde mas não era capim "ou que o dinheiro dele era amarelo mas não era merda .
Digamos que o patrão tinha razão.
Eu trabalhava sem parar, mas eu era muito fraca e não conseguia acompanhar os adultos e acabava ficando para trás, ai o patrão já gritava morreu é meu dinheiro é verde,mas não é capim, é amarelo, mas não é merda e dizia que eu nem transpirava , que se caísse um pingo de suor meu o meu suor curava câncer de tanto que eu não valia nada .
Ai meu irmão cortava galho de café e me batia porque eu não alcançava os outros.
Até que o patrão mandou eu ir embora que não era pra mim aparecer mais lá para trabalhar.
E era pra gente sumir de lá mudar da fazenda.
Cheguei em casa nem fui eu que contei para mãe que o homem tinha mandado a gente ir embora de lá foi o meu irmão.
Ai ela falou não amanhã você vai trabalha sim o que nos vamos pra onde nos vamos?
Eu falei mãe eu não vou o homem mandou a gente ir embora daqui mãe .
E ela disse é porque você ficou dando mama para o cabo da enxada de certo por isso ele mandou nos mudar daqui.
Bom quatro horas da manhã ela me chamou para levantar arrumar as coisas e subir la na fazenda para pegar o caminhão para ir trabalhar,porque é uma fazenda muito grande e quando era longe tinha que ir de caminhão.
Ela chamou eu levantei chorando arrumei as coisas e la fui eu.
Quando o cara viu eu chegando ele já gritou de longe eu já não disse que não quero mais vocês na minha fazenda você não entendeu?
Eu chorando disse a mãe mandou eu vir.
Ele falou se manda vaza daqui.
E subiu no caminhão e foi lá em casa e falou para mãe que ele não queria a gente mais lá e a mãe falou, mas onde a gente vai ?
E ele disse pro inferno. .
Ai tinha uma família muito boa que estava de mudança para um lugar chamado Cedrinho e eles iam trabalhar em uma cerâmica.
Ai já que a mãe não ia sair de lá eu fui embora com essa gente.
Mas eu não esquecia da mãe e dos meus irmãos,eu ficava pensando como eles estavam se ainda morava lá.
Fiquei nove meses sem ver eles saudades me matava .
O patrão era um amor de pessoa ele e a esposa dele nossa eram maravilhosos o casal.
Ai um rapaz da família que eu fui embora com eles veio na fazenda visitar uma irmã dele que tinha ficado nesta fazenda e quando ele chegou e me contou que minha a mãe ainda estava morando lá nesta fazenda e eles estavam passando fome.
Aquilo me doeu a alma !
Nestes nove meses eu nunca gastei um centavo eu pagava pensão para a família e guardava o resto.
Ai num sábado eu vim pra casa era tempo de eleição.
Cheguei na cidade fiz uma baita compra e levei pra casa comprei até brinquedos pros meninos e o Dono do supermercado que fiz compra era candidato a vereador da cidade ele levou a compra e eu perguntei se ele não voltava me pegar no domingo para eu voltar.
Ele disse sim amanhã eu venho te buscar.
Bom dormi lá ainda bem que o patrão não tinha visto eu lá , e eu falei pra mãe vou levar você pra lá também mãe se Deus quiser.
Nossa a felicidade deles para mim foi gratificante e marcante senti a pessoa mais orgulhosa do mundo.
Bom domingo chegou e como combinado o senhor do supermercado veio me buscar.
Então meu irmão mais velho quis ir também trabalhar na cerâmica e eu falei você não aguenta nem adianta você ir e ele disse a eu vou sim se você aguenta eu também aguento ."
Ta então vamos embora depois a gente vem buscar a mãe e os meninos e la fomos nós.
Na segunda feira ele trabalhou até 11 hs depois não voltou mais.
Na terça feira ele nem apareceu ai o patrão perguntou cadê seu irmão ?
Eu disse ele não aguentou ,ai o patrão disse ,mas se ele não trabalhar ele não pode ficar aqui.
Na quarta feira ele foi e disse para o patrão que nós tinha que ir pra casa porque uma tia nossa tinha falecido e nos tinha que ir ao velório mentiu para o patrão e ele disse tudo bem então vocês podem ir desde que sua irmã esteja aqui amanhã, e você não precisa voltar mais .
Só que ele não foi embora ele disse olha você não vai trabalhar em cerâmica coisa nenhuma você vai carpir algodão tem um homem ali precisando de gente para carpir algodão.
Ai minha cabeça virou uma bagunça voltar trabalhar na cerâmica naquele dia eu não podia porque ele tinha mentido que nossa tia tinha morrido e nos tinha que ir ao velório.
Então ele fez eu ir carpir algodão lá para o seu Zé.
E o patrão passou e viu eu trabalhando ele já tinha visto o meu irmão lá na casa que eu pagava pensão e perguntou ué sua tia não morreu nada e cade a sua irmã?
Ele ia indo pra cidade nisso que ele me viu ele fez o retorno com o carro e voltou com o dinheiro que eu tinha trabalhado os dois dias .
Chegou e disse olha some daqui você e aquele vagabundo do seu irmão se vocês não sumir daqui eu chamo a polícia.
Meu Deus a gente foi embora a pé andamos 40 kmts amanhecemos na estrada, chegando na fazenda demos de cara com o ex patrão este homem ficou louco xingando falando que achava que tava livre da gente que ele achava que nos indo embora levava também o resto da raça que tinha ficado la.
Ai não teve outro jeito minha mãe foi num lugar chamado fundão da aldeia onde um compadre dela tinha mudado.
Ela foi la contou o que tinha acontecido e então este compadre arrumou uma casinha pra gente no meio de um matagal e no mesmo dia ele foi buscar a nossa tralha.
Chegando neste lugar eu trabalhava para um para outro.
Um dia num sítio outro dia outro sitio capinar, arrancar feijão ,roçar pasto quebrar milho tudo.
E um dia ficou ruim de serviço por perto e a mãe e meu irmão virava umas onças.
E neste lugar tinha um cavalinho preto mansinho ele já era meio velhinho .
Então eu eu peguei o cavalo arrumei minhas tralhas peguei enxada,foice enxadão cavadeira e fui o que eu encontrasse eu encarava nem que não quisesse eu tinha que encarar.
E depois de andar muito já era umas 9.hs da manhã de longe eu vi um bando de gente arrancando feijão.
E eu fui até la cheguei fiquei olhando só tinha homem não tinha nenhuma mulher.
E nisso veio um senhor e perguntou o que você quer menina ?
Eu disse eu quero trabalhar eu preciso trabalhar
E ele disse eu não posso dar serviço para você menina .
Olha ai só tem homem por isso eu não vou dar serviço pra você.
Então eu em joelhei ao chão e pedi pelo amor de Deus para ele deixar eu trabalhar contei minha situação para ele e ele escutando, pensou um pouco e disse.
Olha então dessa ali em baixo e começa de la vem de encontro com a turma.
Eu morri de alegria e comecei peguei de empreita.
Quando foi lá pela as 11. hs mais ou menos a mulher dele veio trazer almoço para ele e quando está mulher me viu nossa.
Ela já disse o você não vai chamar a sua biscatinha para almoçar com você.
Nossa este homem foi pra cima dela aos berros falando o porque ele tinha deixado eu trabalhar ele começou chorar e ela também.
Ai ela me chamou e pediu pra mim ir ajudar ela na casa e não era para mim ficar ali não.
Então eu fui ajudar ela nos a fazer da casa a tarde na hora de eu ir pra casa ela me deu um monte de coisas arroz, feijão, gordura, carne
leite nossa fui embora feliz da vida.
Trabalhei 29 dias na casa deles até acabar a colheita toda.
Mas ai eu herdei o apelido de biscatinha do cavalo preto do fundão da aldeia.
O apelido surgiu pelo os homens que trabalhava lá e viram a mulher me xingando.
Ai foi neste lugar chamado fundão que eu conheci um senhor que eu nunca tinha visto na vida, era um sábado eu trabalhei até as 3.00 hrs da tarde roçando pasto estava morrendo de fome a gente tomava banho no rio cheguei correndo tomei banho e foi comer nisso meu irmão mandou eu passar uma calça preta e uma camisa azul e o ferro de passar roupa era a brasa até aquele ferro esquentar nossa demorou.
Então esquentou o tal ferro e eu passei o que ele mandou e sentei para almoçar já era 4.00 hrs da tarde ,eu tinha ganhado um queijo e na hora que eu fui comer eu tomei um murro em cima do nariz que nem vi onde foi parar o pedaço de queijo e ele gritando que ele tinha mandado eu passar a calça preta e a camisa branca e não a azul.
Eu sai correndo com o nariz sangrando e fui na casa de um vizinho longe cheguei la chorando e este senhor estava lá, ele olhou pra mim e falou nossa o que é isso e eu contei e então ele falou quer ir embora comigo.
Na hora eu disse quero eu tinha 14 anos voltei pra casa e meu irmão tinha saído foi pra cidade com um amigo dele.
A noite chegou e o homem ficou esperando a mãe foi dormir eu tinha ganhado 2 balas do homem coloquei em baixo do travesseiro da mãe e fui embora,num altura da estrada eu arrependi e tentei fugir do homem, mas ele correu me pegou e me levou e disse nem tenta,eu estava com medo dele e com medo de encontrar meu irmão na estrada.
Ai fomos para casa de uma irmã dele chegamos lá de madrugada e a mulher arrumou uma cama no chão ele deitou e ela disse deita.
E eu disse eu não nem com meu pai eu nunca dormi e eu não vou dormir com ele não e nem conheço e ela falou ué agora você é mulher dele você não fugiu com ele vai dormir ai sim?
Nossa ali eu cai em prantos vi o tamanho da bobagem que eu tinha feito.
Eu não deitei e ele queria me obrigar eu deitar com ele ai o marido da irmã dele levantou e disse menina vai dormir la na minha cama perto de mim ninguém vai obrigar você fazer o que você não quer e ele foi deitar lá com o homem e eu deitei com a mulher mas não dormi amanheci acordada pensando na besteira que eu tinha feito.
O dia amanheceu e eu numa tristeza que só,chegou a hora de fazer o almoço a mulher pediu que eu fizesse o almoço para no e eu fiz,mas não almocei.
Era 12.00 hrs mas ou menos eu vi meu irmão chegando o mesmo que tinha me batido um dia antes,mas ao ve-lo eu fiquei feliz achei que ele tinha ido me buscar.
Ele estava a cavalo e com uma faca na cintura chegou e disse e agora cachorro vai ter que casar na marra .
E eu disse casar não eu não quero.
Quer sim disse ele.
E fomos pra casa cheguei chorando de vergonha da mãe e falei mãe eu não dormi com o homem mãe eu não quero ficar com ele.
Eu não sabia que mulher tinha que dormir com homem mãe,eu não deitei com ele.
Minha mãe disse" não interessa se você dormiu com ele ou não você fugiu com ele então vai ficar com ele.
Se minha vida já era um inferno imaginem depois Eu não queria ele,então ele fez uma casinha pau pique chão batido e minha mãe obrigou eu ir morar com ele.
Então lá eu comecei apanhar dele,eu tinha nojo daquilo e todos os dias eu apanhava além de me bater ele cuspia no meu rosto.
Trazia mulher de vida fácil pra dentro de casa eu tinha que tratar esta mulher como uma rainha ela vinha dormia em casa comia em casa e exigia o que ela queria comer e eu era obrigada a fazer tudo que eles pediam se eu não fizesse ele me batia na frente dessa mulher
O nome dela era s Sônia conhecida por Soninha apanhei muitas vezes por causa dela.
Eu estava grávida do meu primeiro filho ela derramou vinho no meu lençol eu reclamei e ele me bateu tanto perto dela tapa na cara chute murro nossa foi um horror.
Nesta época minha mãe já tinha embora de lá aquele tempo era vergonhoso uma filha fugir de casa, minha mãe e meus irmãos foram embora pra cidade e me deixaram lá.
Eu comecei trabalhar na lavoura plantava e o homem só aparecia na época da colheita , ele vendia tudo e sumia.
Cada vez que ele chegava eu apanhava porque eu não queria ter relações sexuais com ele,meu filho nasceu e quando ele tinha quatro meses eu estava arando terra com os burros e meu filho amarado nas costas eu trabalhava com ele amarrado nas costas porque não tinha com quem deixar.
Então eu arando terra para plantar milho e bateu o arado num toco e o cabo do arado bateu na minha barriga, e na hora deu hemorragia em mim eu ainda continuei trabalhando,mas a tarde eu não aguentava mais de tanta dor e a hemorragia aumentava mais e mais eu tirei os burros do arado fui pra casa e a dor só aumentando, ai veio um cara em casa atrás do meu marido fazer cobrança e o cara viu como eu estava, ele pegou eu e meu filho levou o menino la na casa da vó dele mãe do meu marido e eu ele levou para o hospital.
Chegando no hospital fui atendida na hora com urgência e o médico me disse, Eu não quero te dar falsas esperança,mas o seu neném é bem capaz que não sobreviva.
E eu assustada.
Disse o que que neném ?
E o médico disse sim neném sim você esta grávida e vai ter que ficar internada,porque estourou o colo do útero e a gente vai tentar salvar o bebe.
Eu não acreditava eu chorando disse não estou gravida não Doutor eu tenho um bebê de quatro meses e estou amamentando não posso estar grávida e nem posso ficar aqui.
Meu Deus não teve jeito tive que ficar internada e meu bebê como ia ficar o que ia acontecer com
ele eu chorava ,eu não aguentava mais de tanta tristeza a hemorragia não parava e eu lá em desespero total.
Fiquei 3 meses internada era uma menina ela estava com o bracinho quebrado o busto também quebrado,por causa da pancada do cabo do arado,e quando ela nasceu já estava com 7 meses se não fosse pela a quebradura ela tinha sobrevivido ele ainda ficou 2 dias na incubadora e ela faleceu e o pai não estava para fazer o enterro da filha.
Então um filho de Deus fez o enterro da criança e eu votei pra casa meu filho já estava com 7 pra 8 meses e a luta continuou,mas um vez meu marido chegou da zona porquê ele só ficava lá mesmo e mais uma vez me bateu e mais uma vez eu fui obrigada a fazer o que eu não queria e 2 meses depois de novo eu com hemorragia voltei para o hospital estava grávida de novo fiquei mais um mês internada para segurar a criança mas não adiantou e eu perdi.
Voltei pra casa meu marido estava lá e de novo ele veio tentar fazer o que ele era acostumado a fazer e eu peguei uma faca e ameacei ele,nisso minha mãe veio me visitar e pediu que eu fosse embora largasse dele e eu fui, não na casa dela,mas fui para uma outra cidade e quando ele chegou da zona eu não estava mais lá e ele foi atrás de mim.
E eu disse você pode até ficar,mas nunca mais coloquei as mãos em mim aqui você é visita e por causa do menino você pode ficar e ele ficou.
Eu trabalhava na boia fria e ele ficava o dia todo batendo rua não ia trabalhar e no fim de semana ele ia nos turmeiros que eu tinha trabalhado e recebia o dinheiro e gastava com os amigos dele.
Ai eu falei pra todos os turmeiros que eu trabalhava para não pagar pra ele que ele gastava tudo e não dava o dinheiro em casa.
Ai um dia ele veio pra cima de mim eu encarei ele e ele começou a quebrar tudo dentro de casa .
Meu filho estava doente com pelo monia.
E ele quebrou tudo que tinha de quebrar pegou uma foice e começou a cortar fogão armário,mesa tudo e eu tinha comprado tudo novo tinha dado só a primeira parcela e eu la fora só olhando o estrago.
De repente ele foi pra banda do quarto onde estava o meu filho falando que ele ia matar o menino.
Então eu peguei um pedaço de madeira e dei um grito com ele.
HEI !!!!
E ele virou com a foice levantada pra me acertar e eu dei uma cacetada nos braços dele com toda a minha força que a foice caiu das mãos dele meu ódio era tanto que eu continuei batendo só parei de bater porque eu achei que tinha matado ele.
Ai fui pra casa da mãe de novo.
Ai a historia foi a mesma do começo um pouco mais pior..
CONTINUA..
sexta-feira, 10 de março de 2017
HISTORIA REAL..
O DIA QUE DEI FIM NA MALDITA JIBOIA DO MEU PAI.
NO DIA QUE EU TOMEI AQUELA SURRA DO MEU PAI POR CAUSA DO HOMEM DO CAVALO BRANCO.
QUE VOLTOU PARA NÓS MATAR E EU ESTAVA EM CHOQUE E NÃO CONSEGUIA FALAR COM AQUELE NÓ NA GARGANTA E COM MINHA MÃE MINHA CUNHADA ME AMEAÇANDO SE EU CONTASSE PARA O MEU PAI O QUE TINHA ACONTECIDO.
NÃO ERA PARA MIM CONTAR NADA ERA PARA FICAR CALADA OU EU IA ARREPENDER DE TER NASCIDO.
MAS ASSIM QUE MEU PAI CHEGOU AS DUAS CORRERAM CONTAR PARA ELE O QUE TINHA ACONTECIDO, QUE O HOMEM PASSOU E RETORNOU PARA MATAR OS MENINOS QUE ESTAVAM BRINCANDO NO TERREIRO .
ALEM DO SUSTO DO HORROR QUE EU PASSEI NAQUELE DIA A CORRERIA PARA SALVAR OS MENINOS EU AINDA LEVEI A MAIOR SURRA PARA LIVRAR MINHA MÃE E MINHA CUNHADA DA CULPA DELAS.
DA MINHA CUNHADA POR TER XINGADO UM LOUCO DA MINHA MÃE POR TER ESCONDIDO E DEIXADO NÓS A MERCE DE UM MOSTRO.
NO OUTRO DIA TOMEI OUTRA SURRA DESSA VEZ APANHEI DOS DOIS A MÃE ME BATEU E DEPOIS FALOU PARA O MEU PAI PORQUE ELA TINHA ME BATIDO E TORNEI APANHAR DE NOVO.
PORQUE EU ESTAVA COM MUITA RAIVA DA MINHA CUNHADA E SUJEI TODA A ROUPA DELA NO VARAL.
ENTÃO EU TIVE UMA IDEIA DE DAR FIM NA JIBOIA EU NÃO AGUENTAVA MAIS APANHAR , ELE ESTAVA DORMINDO E A CHIBATA DO LADO FUI LA PÉ POR PÉ PEGUEI A JIBOIA E JOGUEI DENTRO DE UM BURACO ELE ACORDOU JÁ FOI PEGAR O CONTROLE REMOTO DELE .
E COMEÇOU CADE A MINHA JIBOIA CADE E CADE E EU AFIRMANDO QUE NÃO SABIA QUE EU NÃO TINHA VISTO. ..
TINHA HORA QUE EU QUASE FALAVA QUE ERA EU E ONDE ESTAVA,MAS O MEDO ERA TANTO QUE CHEGAVA DOER.
MAS ELE TINHA CERTEZA QUE ERA EU QUE TINHA DADO FIM NA MALDITA .
BOM AQUELE DIA PASSOU E AGRADECI A DEUS PORQUE EU NÃO TINHA APANHADO .
EU DIZIA GRAÇAS A DEUS AGORA QUERO VER VOCÊS BATEREM EM MIM.
NO OUTRO DIA DE MANHÃ ELE SAIU CEDO E EU MAIS UMA VEZ EU AGRADECI A DEUS POR NÃO TER APANHADO NAQUELE DIA.
LOGO EU VI ELE VOLTANDO E NAS MÃOS ELE TRAZIA UM PUNHADO DE VARAS DE MARMELO CHEGOU SENTOU NA TAIPA DO FOGÃO A LENHA E COMEÇOU A SAPECAR AS VARAS E CADA UMA QUE ELE SAPECAVA ELE ME CHAMAVA E ME DAVA UMA LAMBADA E PERGUNTAVA CADE A JIBOIA SUA CADELA.
EU EXPERIMENTEI TODAS AQUELA VARAS NO LOMBO UMA POR UMA. TENHO SINAIS NO CORPO ATÉ HOJE DA MINHA DOCE INFÂNCIA.
OS SINAIS QUE FICOU NO MEU CORPO NÃO FAZ TANTA IMPORTÂNCIA.
TRISTE MESMO FOI OS SINAIS QUE DEIXARAM NA MINHA ALMA .
ISSO NÃO TEM COMO ESQUECER.
sexta-feira, 3 de março de 2017
A Resposta !!
O DIA QUE DEI FIM NA MALDITA JIBOIA E A COISA FICOU PIOR..
NO DIA QUE EU TOMEI AQUELA SURRA DO MEU PAI POR CAUSA DO HOMEM DO CAVALO BRANCO, QUE VOLTOU PARA NÓS MATAR E EU ESTAVA EM CHOQUE E NÃO CONSEGUIA FALAR COM AQUELE NÓ NA GARGANTA E COM MINHA MÃE MINHA CUNHADA ME AMEAÇANDO SE EU CONTASSE PARA O MEU PAI O QUE TINHA ACONTECIDO.
NÃO ERA PARA MIM CONTAR NADA ERA PARA FICAR CALADA OU EU IA ARREPENDER DE TER NASCIDO.
MAS ASSIM QUE MEU PAI CHEGOU AS DUAS CORRERAM CONTAR PARA ELE O QUE TINHA ACONTECIDO, QUE O HOMEM PASSOU E RETORNOU PARA MATAR OS MENINOS QUE ESTAVAM BRINCANDO NO TERREIRO . ALEM DO SUSTO DO HORROR QUE EU PASSEI NAQUELE DIA A CORRERIA PARA SALVAR OS MENINOS EU AINDA LEVEI A MAIOR SURRA PARA LIVRAR MINHA MÃE E MINHA CUNHADA DA CULPA DELAS.
DA MINHA CUNHA POR TER XINGADO UM LOUCO DA MINHA MÃE POR TER ESCONDIDO E DEIXADO NÓS A MERCE DE UM MOSTRO.
NO OUTRO DIA EU TORNEI LEVAR OUTRA SURRA..
DESSA VEZ APANHEI DOS DOIS A MÃE ME BATEU E DEPOIS FALOU PARA O MEU PAI PORQUE ELA TINHA ME BATIDO E TORNEI APANHAR DE NOVO. PORQUE EU ESTAVA COM MUITA RAIVA DA MINHA CUNHADA E SUJEI TODA A ROUPA DELA NO VARAL.
ENTÃO EU TIVE UMA IDEIA DE DAR FIM NA JIBOIA EU NÃO AGUENTAVA MAIS APANHAR
ELE ESTAVA DORMINDO E A CHIBATA DO LADO FUI LA PÉ POR PÉ PEGUEI A JIBOIA E JOGUEI DENTRO DE UM BURACO .
ELE ACORDOU JÁ FOI PEGAR O CONTROLE REMOTO DELE . ELE PERGUNTOU CADE A JIBOIA ?
EU DISSE NÃO SEI PAI EU NÃO VI !
E COMEÇOU CADE CADE E CADE EU AFIRMANDO QUE NÃO SABIA QUE EU NÃO TINHA VISTO.
TINHA HORA QUE EU QUASE FALAVA QUE ERA EU E ONDE ESTAVA,MAS O MEDO ERA TANTO QUE CHEGAVA DOER. MAS ELE TINHA CERTEZA QUE ERA EU QUE TINHA DADO FIM NA MALDITA .
BOM AQUELE DIA PASSOU E AGRADECI A DEUS PORQUE EU NÃO TINHA APANHADO . EU DIZIA GRAÇAS A DEUS AGORA QUERO VER VOCÊS BATEREM EM MIM.
OUTRO DIA DE MANHÃ ELE SAIU CEDO E EU MAIS UMA VEZ AGRADECI A DEUS POR NÃO TER APANHADO NAQUELE DIA.
LOGO EU VI ELE VOLTANDO E NAS MÃOS ELE TRAZIA UM PUNHADO DE VARAS DE MARMELO CHEGOU SENTOU NA TAIPA DO FOGÃO A LENHA E COMEÇOU A SAPECAR AS VARAS E CADA UMA QUE ELE SAPECAVA ELE ME CHAMAVA E ME DAVA UMA LAMBADA E PERGUNTAVA CADE A JIBOIA SUA CADELA.
EU EXPERIMENTEI TODAS AQUELA VARAS NO LOMBO UMA POR UMA. TENHO SINAIS NO CORPO ATÉ HOJE DA MINHA DOCE INFÂNCIA.OS SINAIS QUE FICOU NO MEU CORPO NÃO FAZ TANTA IMPORTÂNCIA.
TRISTE MESMO FOI OS SINAIS QUE DEIXARAM NA ALMA .
ISSO NÃO DA PARA ESQUECER.
sábado, 25 de fevereiro de 2017
O ABRAÇO INOCENTE E O TAPA VIOLENTO !
Eu nunca recebi um abraço do meu pai e nem da minha mãe.
Meu pai não aceitava que filha mulher abraçasse ele, só os meninos podia abraça-lo .Era dia dos pais meu irmão chegou da escola com uma flor de papel e um coração que dizia..
Feliz dia dos pais meu rei eu te amo. .
Era sexta feira a tarde.Meu irmão deixou o presente escondido até no domingo pra dar pra ele.
Eu fiquei triste porque eu não tinha o material para fazer um presente igual para o meu pai.Chegou o domingo meu irmão entregou o presente e os dois se abraçaram meu pai se emocionou com o presente fico muito feliz..
Eu achei lindo os dois abraçados e fiquei triste porque meu pai chorou ,"Eu pensei acho que ele esta triste comigo porque eu não tenho nada para dar pra ele.
Então eu sai pra mata procurar flores silvestres achei uma flor roxa e lírio do brejo fiz um boque lindo e voltei pra casa pensando comigo e falando sozinha. O pai vai ficar mais feliz ainda porque esta flores são de verdade.Cheguei ele estava sentado num banquinho e eu entreguei o buque e ele perguntou o que é isso e eu disse ,eu fiz para o senhor ele ficou olhando e não pegou.
Eu disse Feliz dia dos pais meu papai eu amo o senhor E fui para dar um abraço nele e ele me deu um tapa na cara que eu virei com as patas pro ar.
E ele gritando comigo ,disse sua cadela sua eguá já ta treinando pra ser puta é .. levantou e saiu .
Não sei se isso era ignorância ou era ruindade mesmo.
Eu deve de ter sido gerado com muito ódio e pelo o fato de ser mulher eu não tinha direito nem de olhar na cara deles que eles já perguntava nunca viu ta me achando bonito ou estou cágado .
Isso não era só as pessoas de dentro de casa não.Também tinha uma tia minha irmã da minha mãe que vinha em casa só para dar beliscão em mim ela beliscava com o dedão do pé ou com os dedos da mão dobrados.Estes tipos de beliscão doí o dobro do que beliscar com a unha. E também perguntava o que foi nunca me viu?não ta doendo não?Não vai chorar ?E dava outro mais forte..Aquilo doía na alma.
Eu ainda era obrigada a dar bença na hora dela chegar e na hora dela ir embora chorando toda roxa de beliscão ainda tinha que dar bença e falar par ela ir com Deus era as regas de casa ser educado com os outros respeitar os mais velhos.
Hoje sou uma pessoa muito revoltada não saio de casa não gosto de festa ...
Eu gosto da solidão..
Amigo de verdade é somente Deus ..
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
A fúria do cavaleiro louco!
Uma vez eu meu irmão e meu sobrinho estava no terreiro de casa na beira da estrada.
Os meninos estavam brincando e eu era pajé dos dois que tinha a mesma idade eles estavam começando a levantar em pé na época do ocorrido não me lembro a idade exata , mas tinham menos de um ano.
É um histórico que se eu pudesse eu apagava este dia da minha vida , mas infelizmente eu não tenho poder para isso...
É um histórico que se eu pudesse eu apagava este dia da minha vida , mas infelizmente eu não tenho poder para isso...
Num bairro logo perto havia um homem conhecido por Carlão louco que todos tinha medo dele pela a fama de violência dele..
Ele passou montado no cavalo que parecia um raio de tão rápido .
E minha cunhada saiu pra fora e gritou maldito maluco porque você não morre.
E pouco depois ela saiu correndo entrou pra porta da cozinha e minha mãe vinha vindo do rio com uma bacia de roupa na cabeça e ela jogou a bacia no chão agachou atrás do portão para esconder do louco.
E eu vendo minha cunhada entrar correndo e ninha mãe esconder atrás do portão , eu não enxergava porque eu era pequena só escutava o barulho dos casco do cavalo voltando elas esconderam porque elas viram o cara voltando eu entrei em desespero corri peguei os dois meninos por baixo dos braços e entrei ,mal deu tempo de eu tramelar a porta fechei a porta na cara do homem só vi ele erguer a enxada e fincar na porta e depois deu dois chute rodeou a porta da cozinha tornou a chuta-la e depois desistiu e foi embora.
Que mães exemplar uma xinga um cara violento corre e deixa o filho pra trás a outra em vez de correr para socorrer o filho esconde para salvar o próprio couro os filhos que se dana-se
O importante era elas os filhos não tinha muita importância.
E o pior de tudo não foi o susto que eu tive o terror que passei.
O pior ainda estava pra vir !!
Minha mãe falou não conte nada para o seu pai e nem que eu escondi e minha cunhada disse a mesma coisa.
A mãe disse se você falar para o seu pai você vai apanhar.
E a minha cunhada disse se você contar para o pai eu conto para ele que quem matou o Cute foi você.
Cute era um franguinho que o pai tinha ganhado eu não vi pisei em cima e matei ele as duas me ameaçaram. .
Só que a hora que o meu pai chegou as duas contaram pra ele que eu estava la na beira da estrada e o homem quase tinha matado as crianças sendo que eu também era uma criança não tinha nem quatro anos ainda.
Meu Deus foi o pior dia da minha vida .
Ele pegou a jiboia e perguntou o porque que o homem tinha fincado a enxada na porta e o que eu fazia no terreiro , se eu tinha mexido com o cara e eu não conseguia falar um nó na garganta eu olhava pra mãe e ela balançava a cabeça olhava para minha cunhada ela fazia a mesma coisa.
Eu estava sufocada aquele nó na garganta me prendia meu ar eu não sabia o que dizer, eu não sabia o que falar e meu começou a me bater fala sua cadela eu estou perguntando.
Até que eu soltei a voz num grito só e disse eu não sei pai eu não sei.
No outro dia eu toda ralada de tanto apanhar minha cunhada tinha lavado todos os forros de cama eu peguei e sujei todas passei merda em tudo tomei outra surra dessa vez foi da mãe.
E Depois a gente ainda foi morar neste lugar onde o meu pai faleceu..
O DIA QUE EU TIVE UMA MALDITA IDÉIA DE DAR UMA IDÉIA !
As vezes é melhor ficar calado !!
Eu ganhei uma galinha de uma senhora a galinha e uma dúzia de ovos e eu coloquei para chocar e picou todos os pintinhos e uns dois meses depois meu pai mandou eu pegar um para a gente comer apontou com o dedo e disse pegue aquele lá.
"E eu cai na besteira de abrir a boca e dizer "
Pai este esta muito pequeno
Vamos pegar aquele outro que esta maior.
Maldita ideia.
Ele veio pra cima de mim com a jiboia ,pois a tal jiboia não saia das costas deles pendurada nos ombros, quando a maldita não estava nos ombros do pai estava no da mãe .
Eu comecei a correr em volta da casa e ele atrás entrei mata adentro no meio de um espinhadeira e ele atrás , ele calçado e eu descalça ele não desistia.
Pensei comigo vou sair para a estrada e para sair na estrada tinha uma porteira de arame farpado que ficava só aberta,mas ele foi mais esperto do que eu.
Ele fechou a porteira.
Já estava escurecendo eu não vi dei de cara no arame , me rasguei toda e ele me pegou sem dó e nem piedade depois de me bater bastante dar com o cabo da jiboia no meu nariz na boca ele me rastou pra dentro pois eu sentada num branquinho.
Pegou o frango matou mandou a mãe lidar e levou o frango cru e disse você vai comer este frango inteiro cru pra nunca mais na sua vida você me dizer o que eu tenho que fazer ou não.
E eu comecei a comer o frango cru ele em cima dava com o cabo da jiboia na minha boca no meu nariz e dizia come tudo sua eguá come ou arrebento tudo o seu nariz.
Minha salvação foi quando chegou um irmão por parte de pai uns dos filhos mais velho dele ele chegou e gritou com o pai "O que vocês pensam que estão fazendo vocês estão loucos , falou que ele ia chamar a polícia para eles eu estava toda cheio de sangue tudo machucada ele mandou a mãe dar banho de salmoura em mim depois ele foi embora já uma meia noite mais oi menos ele ficou muito nervoso com aquilo até que no outro dia ele voltou veio a tarde viu eu como estava meu corpo tudo cortado de guasca meus pês tudo cortado ele ficou louco xingou os dois ameaçou ,mas não adiantava nada ele morava um pouco longe de nós,mas quase todos os dias ele vinha em casa.
No outro dia eu não aguentava levantar por causa da surra e por causa dos espinhos que fincou nos meus pés.
Chamaram para me levantar ..
Meu corpo todo queimava ..
Chamaram mais uma vez
Levanta dai ou vai levantar na guasca não
vou chamar mais um vez disse a minha mãe.
Eu tentei tentei e consegui me levantar,mas eu não conseguia andar por causa dos espinhos ele pegou o canivete eu sentada no chão e ele ia cortando e cutucando com a ponta do canivete os espinhos aquilo doía a alma eu comecei a chorar e ele a me batendo amarrou os meus pés e tirou todos os espinhos meus pés ficou no vivo.
E o pior que não tinha um triste remédio para tirar dor .
A tarde meu irmão veio e trouxe pomada e remédio para tirar a dor...
Este irmão mora no meu coração me salvou muitas vezes das chibatadas ..
Eu ganhei uma galinha de uma senhora a galinha e uma dúzia de ovos e eu coloquei para chocar e picou todos os pintinhos e uns dois meses depois meu pai mandou eu pegar um para a gente comer apontou com o dedo e disse pegue aquele lá.
"E eu cai na besteira de abrir a boca e dizer "
Pai este esta muito pequeno
Vamos pegar aquele outro que esta maior.
Maldita ideia.
Ele veio pra cima de mim com a jiboia ,pois a tal jiboia não saia das costas deles pendurada nos ombros, quando a maldita não estava nos ombros do pai estava no da mãe .
Eu comecei a correr em volta da casa e ele atrás entrei mata adentro no meio de um espinhadeira e ele atrás , ele calçado e eu descalça ele não desistia.
Pensei comigo vou sair para a estrada e para sair na estrada tinha uma porteira de arame farpado que ficava só aberta,mas ele foi mais esperto do que eu.
Ele fechou a porteira.
Já estava escurecendo eu não vi dei de cara no arame , me rasguei toda e ele me pegou sem dó e nem piedade depois de me bater bastante dar com o cabo da jiboia no meu nariz na boca ele me rastou pra dentro pois eu sentada num branquinho.
Pegou o frango matou mandou a mãe lidar e levou o frango cru e disse você vai comer este frango inteiro cru pra nunca mais na sua vida você me dizer o que eu tenho que fazer ou não.
E eu comecei a comer o frango cru ele em cima dava com o cabo da jiboia na minha boca no meu nariz e dizia come tudo sua eguá come ou arrebento tudo o seu nariz.
Minha salvação foi quando chegou um irmão por parte de pai uns dos filhos mais velho dele ele chegou e gritou com o pai "O que vocês pensam que estão fazendo vocês estão loucos , falou que ele ia chamar a polícia para eles eu estava toda cheio de sangue tudo machucada ele mandou a mãe dar banho de salmoura em mim depois ele foi embora já uma meia noite mais oi menos ele ficou muito nervoso com aquilo até que no outro dia ele voltou veio a tarde viu eu como estava meu corpo tudo cortado de guasca meus pês tudo cortado ele ficou louco xingou os dois ameaçou ,mas não adiantava nada ele morava um pouco longe de nós,mas quase todos os dias ele vinha em casa.
No outro dia eu não aguentava levantar por causa da surra e por causa dos espinhos que fincou nos meus pés.
Chamaram para me levantar ..
Meu corpo todo queimava ..
Chamaram mais uma vez
Levanta dai ou vai levantar na guasca não
vou chamar mais um vez disse a minha mãe.
Eu tentei tentei e consegui me levantar,mas eu não conseguia andar por causa dos espinhos ele pegou o canivete eu sentada no chão e ele ia cortando e cutucando com a ponta do canivete os espinhos aquilo doía a alma eu comecei a chorar e ele a me batendo amarrou os meus pés e tirou todos os espinhos meus pés ficou no vivo.
E o pior que não tinha um triste remédio para tirar dor .
A tarde meu irmão veio e trouxe pomada e remédio para tirar a dor...
Este irmão mora no meu coração me salvou muitas vezes das chibatadas ..
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
TRISTEZA E MAGOAS NÃO TEM COMO ESQUECER !!
Traumas tristeza e mágoas não tem como você apagar da sua memória .
Ainda mais quando você é uma criança e seu pai é alcoólatra..
E ter que ver seus pais brigando o tempo todo e te usar como base de apoio para pancadaria você apanhar sem saber o porque e pra que eles estavam te dando tantas chibatadas
O que eu tinha feito e o que deixei de fazer.
Eu tive que gerar o meu próprio alimentos o meu e da família toda .
Porque se a gente estivesse com fome e pedisse comida a gente apanhava" ou meu pai dava pinga com açúcar para nós no lugar de comida.
Eu ainda era bem pequenina eu via meu pai bêbado minha mãe xingando um batendo no outro depois os dois me espancava.
Irmãos morrendo por falta de ter o que comer .
Minha mãe teve nove filhos e cinco morreram por falta de cuidados.
Eu com quatro anos de idade eu comecei plantar o nosso alimentos mandioca, batatas, abóbora eu sai para a vizinhanças longe pedir rama de batata e mandioca para plantar, eu roubava milho socava no pilão e cozinhava quererá de milho , cozinhava banana verde que eu também roubava era errado mas a gente não tinha e eu tinha que fazer alguma coisa para eles comerem.
Até que eu quase matei meu irmão ele estava com muita fome eu não esperei cozinhar bem dei para ele comer e deu congestão nele quase morreu e eu fiquei cortada de jiboia do pé a cabeça por isso.
Meu pai era viúvo quando minha mãe se casou com ele e ele tinha sete filhos do primeiro casamento e um desse irmão levou a gente morar perto dele em um lugar deserto dizia ele que era para ajudar a gente era mentira ele também era alcoólatra os dois bebida e ele batia no pai e me fazia de escrava se eu não fizesse o que ele mandava ele fazia caveira para meu pai bater em mim.
A minha cunhada foi mais além do que um ser humano pode chegar além das mentiras que ela fazia ao meu respeito para me ver apanhar.
Um certo dia ela me chamou e disse .
Olha meu tio faleceu e eu tenho que ir la porque vai sair o inventário você cuida da casa e das galinhas pra mim que quando eu voltar vou trazer-lhe um par de brincos lindo para você e furou as minhas orelhas e eu não pensava em outra coisa a não ser no brinco que eu ia ganhar.
Ela ficou quinze dias lá e estes quinze dias para mim foram quinze anos tanto era a minha alegria e felicidade.
No dia que ela chegou cheio de sacolas eu estava tratando das galinhas ela passou por mim e nem olhou pra minha cara,mas eu estava tão feliz e fui atrás dela andando de lado como um papagaio e ela foi tirando as coisas das sacolas e foi tirando primeiro as roupas e dizia este é pra filha a filha é linda e ela merece cada peça que ela tirava da sacola ela falava a mesma coisa e depois os sapatos pra família toda
E até que enfim chegou a hora do maldito brinco ela pegou uma bolsinha e tirou o brinco que por sinal era muito lindo ..
Ela pegou o brinco colocou quase dentro do meus olhos balançando o brinco e disse é lindo não é.
Eu respondi sorrindo é muito lindo lindo de mais eu falei.
E ela disse é muito lindo mas não é para você sua coisa horrorosa eu comprei para a filha que é linda não vou jogar dinheiro fora para enfeitar canhão como você ...
Meu Deus se ela tivesse me batido ela não teria me machucado tanto, eu sai correndo fui pra casa chorando meu pai perguntou porque a sangria do choro eu contei ele não disse nada .
No dia seguinte ela foi em casa para ver o pai que já estava de cama e ela deu bênção para ele e ele respondeu boa tarde.
Logo eles foram embora e deixaram nós sozinhos neste lugar onde meu pai faleceu .
E três anos depois ela engravidou e teve um menino com problemas mentais e eles me acusam até hoje que é por minha culpa que o menino nasceu com este problema eles dizem que é o espírito do meu pai que invocou no menino por causa do meu pai ter morrido de mal com eles.
Quando eu tinha oito anos meu pai faleceu vítima de um derrame cerebral, e a vida não melhorou ai gente mudou do lugar que a gente morava era um sítio longe só morava a gente neste lugar, depois nós mudamos para um outro sítio para ficar mais perto da escola para os meninos estudarem .
E a minha escola era trabalho e jiboia e murros na cara porque faltava eu não tinha condições a renda era pouca e eles queriam comer bem minha renda não dava para dar mordomias para eles, mal dava para comprar o necessário para sobreviver.
Meu irmão mais velho que já era mocinho era vaidoso e gostava de andar bem vestido comer bem do bom e do melhor , mas de trabalhar ele não gostava e como eu não conseguia eu apanhava feito cachorro sem dono murro na cara ele dava para desmaiar.
Ai não aguentei sai de casa com quatorze anos então ele e minha mãe começou a usar os meus dois irmãos mais novo como escravos deles o meu irmão do meio também não aguentou e também saiu de casa e então ficou o caçula sofrendo nas mãos deles mas logo minha mãe começou a receber pensão as coisas ficou mais branda para o eles.
Para mim continuou do mesmo jeito não deu certo do jeito que eu pensava se antes eu tinha que tratar de mãe pai e irmãos depois tive que trabalhar para sustentar meu filho e meu marido que não trabalhava e tinha que aguentar ele trazer amantes pra dentro de casa e não podia falar nada se falasse apanhava e muito.
Além de me bater ele cuspia no meu rosto me violentava e depois sumia só aparecia o tempo da colheita , porque eu fazia lavoura de ameia ele vendia e sumia com todo o dinheiro e deixava eu e meu filho sem nada eu tinha que trabalhar por dia para os outros sitiantes para comprar comida para o meu filho até começar outro plantio e ele vir e vender tudo de novo..
Tem como esquecer isso ?...
Falar para esquecer é fácil ..
Difícil é conseguir !!
QUANDO VOCÊ É CULPADO POR TUDO SEM MESMO TER CULPA DE NADA!!
Quando as cicatrizes do passado esta na alma e no coração..
Quando uma criança é espancado por quem podia dar apoio e cuidar dele.
Uma criança doente com problemas de saúde por falta de ter o que comer .
Ver seus irmãos morrer de fome sem você poder fazer nada.
Quando você apanha com jiboia de surrar cavalo e paulada na cabeça do seu pai e de sua mãe porque seu pai era alcoólatra e os dois brigava e o ódio deles caia em cima de você.
Quando seu pai faleceu e você continuou apanhando da mãe e dos irmãos.
Até você ter que sair de casa para acabar com seu sofrimento e acaba saindo da frigideira e caindo na fogueira.
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